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Direito Criminal

Direito Criminal em São Miguel do Oeste: entenda a importância da defesa jurídica desde o início

Erlo, Haas & Steffens
Erlo, Haas & Steffens
·19 de junho de 2026·8 min de leitura·36 visualizações
Direito Criminal em São Miguel do Oeste: entenda a importância da defesa jurídica desde o início

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Uma investigação criminal, uma prisão em flagrante ou o recebimento de uma intimação exige atenção imediata. As primeiras providências adotadas podem influenciar a preservação de provas, o exercício do direito de defesa e o desenvolvimento do procedimento.

A atuação em Direito Criminal não se limita ao processo judicial. A orientação jurídica pode ser necessária desde a delegacia, durante o inquérito policial, na audiência de custódia, no oferecimento da denúncia e em todas as etapas da ação penal.

A Erlo, Haas & Steffens Sociedade de Advocacia atua em questões de Direito Criminal em São Miguel do Oeste e região, com atendimento presencial e digital, análise individual do caso e observância do sigilo profissional.

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O que é a defesa criminal?

A defesa criminal compreende a orientação e a representação jurídica de pessoas investigadas, acusadas ou condenadas pela suposta prática de uma infração penal.

O trabalho defensivo envolve a análise dos fatos, das provas produzidas, da regularidade dos procedimentos e das garantias asseguradas pela Constituição Federal e pela legislação processual penal.

A atuação pode abranger:

  • acompanhamento em delegacias;

  • orientação antes de depoimentos;

  • defesa em prisões em flagrante;

  • audiências de custódia;

  • acompanhamento de inquéritos policiais;

  • apresentação de resposta à acusação;

  • participação em audiências;

  • elaboração de memoriais e alegações finais;

  • interposição de recursos;

  • pedidos de liberdade;

  • revisão de medidas cautelares;

  • atuação na execução penal.

Cada situação exige uma estratégia própria, definida a partir dos documentos, das provas existentes e da fase em que o procedimento se encontra.

Prisão em flagrante

A prisão em flagrante ocorre quando uma pessoa é encontrada durante a prática de uma infração penal, logo após sua ocorrência ou em circunstâncias previstas pela legislação processual penal.

Nessa situação, é importante que a pessoa presa tenha acesso à orientação jurídica antes de prestar declarações ou assinar documentos cujo conteúdo não compreenda integralmente.

A atuação jurídica pode envolver:

  • acompanhamento na delegacia;

  • entrevista reservada com a pessoa presa;

  • análise da legalidade da prisão;

  • verificação do auto de prisão em flagrante;

  • orientação sobre o direito ao silêncio;

  • acompanhamento da audiência de custódia;

  • pedido de liberdade provisória;

  • pedido de relaxamento da prisão;

  • análise da possibilidade de fiança;

  • requerimento de aplicação de medida cautelar diversa da prisão.

A prisão em flagrante não representa condenação. A responsabilidade penal somente pode ser definida após o devido processo legal e a análise das provas.

Audiência de custódia

Após a prisão em flagrante, a pessoa deve ser apresentada à autoridade judicial para que sejam examinadas a legalidade e a necessidade da manutenção da prisão.

Na audiência de custódia, podem ser analisadas questões como:

  • regularidade da prisão;

  • ocorrência de violência ou maus-tratos;

  • possibilidade de liberdade provisória;

  • aplicação de fiança;

  • imposição de medidas cautelares;

  • eventual conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

A presença da defesa permite apresentar as circunstâncias pessoais e processuais relevantes, como residência fixa, atividade profissional, vínculos familiares, condições de saúde e ausência de antecedentes, quando aplicáveis ao caso.

Inquérito policial

O inquérito policial é um procedimento destinado à apuração de uma possível infração penal e de sua autoria.

Embora anteceda o processo judicial, essa fase pode ser determinante para a reunião de documentos, realização de perícias, colheita de depoimentos e definição das linhas investigativas.

A atuação jurídica no inquérito pode compreender:

  • acompanhamento de depoimentos;

  • acesso aos elementos já documentados;

  • apresentação de documentos;

  • formulação de requerimentos;

  • indicação de diligências;

  • orientação sobre convocações e intimações;

  • análise de medidas de busca e apreensão;

  • acompanhamento de perícias;

  • pedido de restituição de bens apreendidos;

  • preparação para interrogatório.

A pessoa intimada para comparecer à delegacia deve verificar em qual condição será ouvida: investigada, vítima, testemunha ou informante. Essa informação é relevante para a orientação jurídica adequada.

Busca e apreensão

A busca e apreensão pode envolver residências, empresas, veículos, documentos, computadores, aparelhos celulares e outros objetos relacionados à investigação.

A medida deve observar os limites da decisão judicial e as garantias legais aplicáveis.

Após o cumprimento da busca, a defesa pode analisar:

  • conteúdo da ordem judicial;

  • endereço e pessoas abrangidas;

  • objetos autorizados para apreensão;

  • forma de cumprimento da diligência;

  • relação dos bens apreendidos;

  • preservação e integridade das provas;

  • necessidade de perícia;

  • possibilidade de restituição dos objetos.

Documentos entregues pelos agentes e registros da diligência devem ser preservados para análise posterior.

Ação penal

A ação penal tem início, em regra, com o recebimento da denúncia ou da queixa-crime pelo Poder Judiciário.

A partir desse momento, a pessoa passa a responder formalmente à acusação e deve apresentar sua defesa dentro dos prazos estabelecidos pela legislação.

A atuação pode compreender:

  • análise da denúncia;

  • apresentação de resposta à acusação;

  • arguição de nulidades;

  • indicação de testemunhas;

  • requerimento de produção de provas;

  • acompanhamento de audiências;

  • formulação de perguntas;

  • impugnação de provas;

  • apresentação de memoriais;

  • alegações finais;

  • interposição de recursos.

A estratégia defensiva depende do conteúdo da acusação e dos elementos reunidos no processo. Pode envolver a negativa de autoria, ausência de provas, atipicidade da conduta, existência de causa de justificação, desclassificação do fato, reconhecimento de circunstâncias favoráveis ou outras teses compatíveis com o caso concreto.

Resposta à acusação

Depois de citado, o acusado possui prazo legal para apresentar resposta à acusação.

Essa manifestação permite à defesa:

  • apresentar argumentos preliminares;

  • alegar nulidades;

  • juntar documentos;

  • indicar provas;

  • arrolar testemunhas;

  • questionar a descrição da acusação;

  • requerer absolvição sumária, quando cabível.

O prazo deve ser observado com atenção. Ao receber mandado, carta de citação ou comunicação eletrônica relacionada a um processo criminal, é recomendável preservar o documento e buscar orientação jurídica.

Audiência de instrução e julgamento

Na audiência de instrução são ouvidas, conforme o procedimento aplicável, as vítimas, testemunhas de acusação, testemunhas de defesa, peritos e o próprio acusado.

A preparação para esse ato inclui:

  • estudo do processo;

  • análise dos depoimentos anteriores;

  • identificação de contradições;

  • definição das perguntas;

  • orientação das testemunhas sobre o funcionamento da audiência;

  • avaliação do exercício do direito ao silêncio;

  • organização dos documentos relevantes.

O objetivo não é criar versões ou interferir na verdade dos fatos, mas garantir que os elementos relevantes sejam apresentados de forma clara e que os direitos processuais sejam respeitados.

Prisão preventiva e medidas cautelares

A prisão preventiva é uma medida cautelar e não pode ser tratada como antecipação de pena.

Sua aplicação depende do preenchimento dos requisitos legais e da apresentação de fundamentos relacionados ao caso concreto.

Além da prisão, a legislação prevê outras medidas cautelares, como:

  • comparecimento periódico em juízo;

  • proibição de frequentar determinados locais;

  • proibição de contato com pessoas específicas;

  • restrição de saída da comarca;

  • recolhimento domiciliar;

  • suspensão de atividade;

  • monitoração eletrônica.

A defesa pode requerer a revogação da prisão, sua substituição por medida menos gravosa ou a revisão das condições impostas, conforme os elementos do processo.

Recursos criminais

Uma decisão judicial desfavorável pode ser submetida à revisão quando houver recurso previsto em lei.

A atuação recursal pode envolver:

  • recurso em sentido estrito;

  • apelação criminal;

  • embargos de declaração;

  • agravos;

  • habeas corpus;

  • recursos dirigidos aos tribunais superiores;

  • revisão criminal, quando presentes os requisitos legais.

Cada recurso possui finalidade, prazo e requisitos próprios. A análise deve considerar os fundamentos da decisão, as provas produzidas e as questões jurídicas discutidas durante o processo.

Execução penal

Após o início do cumprimento da pena, a assistência jurídica continua sendo relevante.

A atuação na execução penal pode abranger:

  • progressão de regime;

  • remição por trabalho ou estudo;

  • livramento condicional;

  • detração penal;

  • unificação de penas;

  • revisão de cálculos;

  • autorização de trabalho;

  • saídas autorizadas;

  • transferência de estabelecimento;

  • incidentes disciplinares;

  • extinção da pena;

  • audiência de justificação.

Os requisitos dependem da natureza da condenação, do tempo de pena cumprido, da situação carcerária e do histórico registrado no processo de execução.

O que fazer ao receber uma intimação criminal?

Ao receber uma intimação da delegacia, do Ministério Público ou do Poder Judiciário, recomenda-se:

  • verificar quem emitiu o documento;

  • identificar o número do procedimento;

  • conferir data, horário e local;

  • não ignorar a convocação;

  • não apagar mensagens ou documentos;

  • evitar conversar publicamente sobre o caso;

  • separar os documentos relacionados aos fatos;

  • buscar orientação antes do comparecimento.

A intimação não significa necessariamente que a pessoa esteja sendo acusada. Ela pode ter sido chamada como vítima, testemunha, informante ou investigada.

Quais documentos devem ser separados?

A documentação dependerá da situação, mas pode incluir:

  • intimações;

  • boletins de ocorrência;

  • mandados;

  • decisões judiciais;

  • termos de depoimento;

  • autos de apreensão;

  • mensagens;

  • fotografias;

  • vídeos;

  • comprovantes;

  • contratos;

  • registros de localização;

  • documentos médicos;

  • nomes e contatos de possíveis testemunhas.

Os arquivos devem ser preservados em sua forma original. Alterações, cortes ou exclusões podem comprometer sua análise e utilização como prova.

A importância da orientação jurídica desde o início

O acompanhamento jurídico desde as primeiras etapas permite identificar os fatos relevantes, preservar provas, observar prazos e prevenir decisões tomadas sem conhecimento das consequências processuais.

A defesa técnica também contribui para verificar:

  • se o procedimento respeitou as garantias legais;

  • se as provas foram produzidas regularmente;

  • se a acusação descreve adequadamente os fatos;

  • se existem elementos favoráveis à defesa;

  • se a prisão ou medida cautelar é necessária;

  • se há possibilidade de solução consensual admitida pela legislação;

  • se a decisão pode ser objeto de recurso.

Não existe uma solução única para todos os processos. A orientação deve ser definida a partir da análise individual do caso.

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Advocacia criminal em São Miguel do Oeste

A Erlo, Haas & Steffens Sociedade de Advocacia está sediada em São Miguel do Oeste e presta atendimento em questões de Direito Criminal.

A atuação abrange procedimentos policiais, prisões em flagrante, audiências de custódia, inquéritos, ações penais, medidas cautelares, recursos e execução penal.

O atendimento pode ser realizado presencialmente ou por meios digitais, conforme as características do caso.

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